Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

A EMPRESA QUE OBRIGA OS COLABORADORES A TRABALHAREM A PARTIR DE CASA

Mäyjo, 30.05.15

A empresa que obriga os colaboradores a trabalharem a partir de casa

A Automattic tem cerca de 230 colaboradores, que se encontram distribuídos por 170 cidades e locais diferentes. Mas a empresa possui apenas uma sede, em São Francisco. Ou seja, a grande maioria dos seus empregados trabalha a partir de casa, evitando o stress matinal – e vespertino – do trânsito.

Segundo o CEO da Automattic, Matt Mullenweg, a razão pela qual a Automattic tem uma sede não está por relacionada com condições laborais. “Bem, tínhamos de ter algum sítio para receber o nosso correio”, explicou ao Mashable.

Segundo o responsável, esta estratégia possibilita à Automattic encontrar os melhores profissionais do mundo. “Permite-nos chegar aos melhores e mais inteligentes profissionais do mundo”, explicou.

A empresa tem uma quantia mensal para cada colaborador procurar um local de co-working – €180 (R$ 550) – e oferece um investimento inicial de €2.175 (R$ 6.600) para cada um montar o seu escritório em casa.

A Automattic organiza algumas sessões anuais com todos os trabalhadores, para que estes se possam conhecer melhor. “O que poupamos nas instalações, gastamos em viagens”, graceja Mullenweg. Os empregados podem, inclusive, escolher o sítio onde se vão conhecer e reencontrar.

Uma das empresas que trabalha directamente com a Automattic, a WooThemes – que faz os temas e plug-ins para o WordPress – tem 37 pessoas, de um total de 45, a trabalhar em casa ou em espaços de co-working.

“Trabalhar em casa traz vários compromissos. Uma conversa de e-mail pode ser mal entendida, por isso passamos muito tempo no Google Hangout para vermos as nossas caras”, explicou o CEO, Mark Forrester.

Há empresas, porém, que estão a caminhar para os entido oposto. Perto da sede da Automattic, em São Francisco, três outras multinacionais repelem o trabalho a partir de casa. A Apple, que construiu uma cultura de secretismo, vê o trabalho remoto como um risco desnecessário; o Google começou a oferecer refeições grátis para manter os seus trabalhadores na sede; e no ano passado, o Yahoo pediu a todos os colaboradores que trabalhavam a partir de casa para deixarem de o fazer.

Trabalhar a partir de casa

A expressão “telecommuting”, que significa, em português, trabalhar a partir de casa, ou teletrabalho, foi inventada no início dos anos 70, por um cientista da NASA que criticava o facto de a ciência ter levado um homem à lua, mas era incapaz de acabar com o problema do trânsito.

A solução encontrada por esse cientista, Jack Nilles, foi um conceito em que as pessoas deixam de passar horas no trânsito para, sempre que possível, trabalharem em casa ou em locais perto de casa. Isso significaria não só uma melhoria de qualidade de vida para elas, mas também para outros trabalhadores que estivessem impossibilitados de fazer o mesmo.

A primeira empresa que adoptou esta estratégia, uma seguradora que queria aumentar a percentagem de retenção de talentos, montou escritórios satélites perto de locais onde muitos dos seus trabalhadores viviam. Estávamos nos anos 70, era pré-internet e pré-computadores.

A massificação dos computadores foi o momento “eureka” para Nilles. Em 2014, tudo é possível a partir de casa, desde videoconferências, partilhar documentos ou colaborar em tempo real a partir do telefone,  tablet ou computador.

No entanto, o teletrabalho continua a não ser visto com bons olhos pelas empresas. Nos Estados Unidos, apenas 2.6% da força de trabalho (2,9 milhões de pessoas) trabalhavam a partir de casa, em full time, em 2012. Cerca de metade da força de trabalho, porém, poderia fazê-lo.

Segundo o Global Workplace Analytics, se todos estes 50 milhões de trabalhadores ficassem em casa apenas 2,4 dias por semana, durante um ano, a redução de gases com efeito de estufa chegaria aos 51 milhões de toneladas – o equivalente a retirar todos os trabalhadores de Nova Iorque da estrada.

Foto:  ishane / Creative Commons

INICIATIVA DE MOBILIDADE QUER CIDADÃOS A TRABALHAR EM CASA UM DIA POR SEMANA

Mäyjo, 06.02.15

comboio_SAPO

A ANA (Aeroportos de Portugal) é a primeira empresa a adoptar a iniciativa De5para4, desenvolvida pelaconsultora TIS e que pretende promover a mobilidade sustentável entre os colaboradores da empresa. O objectivo deste programa passa por sensibilizar os colaboradores de uma qualquer empresa a utilizar mais vezes os transportes públicos ou modos suaves ou, inclusive, a convencer a empresa a apostar no teletrabalho – esta última opção, porém, não está contemplada na abordagem da ANA à De5Para4.

Segundo a TIS, a iniciativa tem como pano de fundo um jogo no qual cada colaborador é um jogador que tem metas para melhorar a sua sustentabilidade. Assim, as viagens entre casa e o trabalho correspondem a pontos, emissões de CO2 e calorias consumidas, que irão permitir aos jogadores, equipas de trabalho e à própria empresa perceberem como podem ser mais sustentáveis na sua mobilidade.

“[O objectivo] é estimular os trabalhadores das empresas a ponderarem formas alternativas de deslocação e a conhecerem os seus verdadeiros custos e benefícios”, explicou em comunidade João Bernardino, consultora da TIS.

Durante os próximos quatro meses, os colaboradores da ANA jogarão ao De5Para4: eles terão acesso a várias informações ligadas ao tema e a uma plataforma de carpooling. Ambas permitir-lhes-ão ponderar e planear viagens mais sustentáveis e saudáveis. No final haverá prémios para os melhores jogadores. “Em 2015 haverá a possibilidade de outras empresas portuguesas aderirem à iniciativa”, explicou João Bernardino.

Para além de promover alternativas de mobilidade para tentar combater o congestionamento do tráfego – um flagelo que custa entre 1 a 2% do PIB de alguns países – o De5Para4 aposta também num método simples para melhorara a semana do trabalhador, transformando-a de cinco viagens para o trabalho para apenas quatro. O objectivo é que, num dia semanal, o utilizador fique a trabalhar a partir de casa.

O projecto insere-se no MOBI – Promovendo a Mobilidade Inteligente entre os Trabalhadores, do programa Intelligen Energy Europe. Este realiza-se em seis países europeus, incluindo Portugal.

Foto: Feliciano Guimarães / Creative Commons

Serviços de água e saneamento de Oeiras e Amadora apostam no teletrabalho

Mäyjo, 11.01.15

Serviços de água e saneamento de Oeiras e Amadora apostam no teletrabalho

Os funcionários dos Serviços Intermunicipalizados de Água e Saneamento de Oeiras e Amadora (SIMAS) que trabalhem no turno da noite (entre as 24h e as 8h), aos fins-de-semana e feriados vão passar a poder fazê-lo no conforto da sua casa, de acordo com oJornal da Região.

Os funcionários, cuja função é de atender os telefones da Linha de Roturas e Obstruções na Via Pública, serão avaliados durante algum tempo. Caso os resultados sejam positivos, ele poderão vir a beneficiar outros trabalhadores: recém-parturientes, após o término da licença de maternidade, ou funcionários que beneficiem da licença parental.

“Acreditamos que estamos a fazer história”, explicou José Augusto Santos, chefe da divisão de Gestão de Recursos Humanos do SIMAS de Oeiras e Amadora ao Jornal da Região. De acordo com o responsável, o projecto é pioneiro na administração pública portuguesa.

“Fala-se muito em teletrabalho na administração pública, mas não existem praticamente nenhumas experiências”, explicou Carla Tavares, presidente do conselho de administração do SIMAS e presidente da Câmara da Amadora. “Acho que este projecto está no bom caminho”, continuou.

Para manterem o nível de qualidade do seu trabalho, os funcionários da linha de atendimento do SIMAS receberam um conjunto de meios técnicos que incluiu o acesso a dados informáticos e sistema de voz. Um dos objectivos do projecto é promover a conciliação da vida profissional e familiar dos trabalhadores e o apoio à parentalidade, factores que, segundo o SIMAS, terão impactos positivos a médio prazo no grau de compromisso e motivação dos trabalhadores e no absentismo laboral.

Foto: Johan Larsson / Creative Commons

TELETRABALHO

Mäyjo, 22.12.14

“IR PARA O TRABALHO SIGNIFICA PICAR O PONTO NO HALL DE ENTRADA!”

O teletrabalho consiste no trabalho executado, em grande parte, noutro sítio que não o tradicional local de emprego, envolvendo o uso de tecnologias informáticas avançadas. Assim, o trabalho pode ser realizado, em casa evitando a azáfama dos transportes.

O trabalho à distância dará ao indivíduo uma maior autonomia para combinar tarefas domésticas e profissionais. Irá com certeza diminuir-lhe o stress inerente às deslocações entre o local de trabalha e o lar e contribuir para uma diminuição do tráfego rodoviário.

Por exemplo, calcula-se que 35 a 40% das deslocações para o centro de uma cidade, como Londres, têm como destino postos de trabalho, susceptíveis de serem ocupados por trabalhadores à distância.

Segundo um documento comunitário — “Telework 95” entre os principais sectores de actividade que aderiram rapidamente ao teletrabalho encontram-se: a investigação, o desenvolvimento de software, o design de produtos, alguns serviços financeiros e do ramo segurador, determinadas actividades jornalísticas e de publicidade, gestão de frotas, gestão de stocks e apoio de vendas.

Os EUA lideram o fenómeno do trabalho à distância, seguidos do Reino Unido, da França e da Alemanha.

Nos EUA, em 1995, existiam entre 8,4 e 9,2 milhões de teletrabalhadores e estima-se que este número venha a triplicar nos próximos 15 anos.

Adaptado de Exame Informática, Março de 1996